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Biografia


Paula Schmidlin
Curitiba – PR.

A paranista Paula Luzia Schmidlin iniciou como autodidata nas Artes Plásticas. Após o 1º prêmio em pintura e prêmio de Aquisição pelo Governo do Estado do Paraná, é que cursou a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e Escola e Museu de Arte Alfredo Andersen. As primeiras telas foram pintadas com incentivo do seu professor de Latim, Sr. Gorsky.
Participou do centro Juvenil de Artes Plásticas na Biblioteca Pública de Curitiba e do Centro de Xilogravura do professor Nilo Previdi na EMBAP.
Sua primeira participação em Salão Oficial foi na Biblioteca Pública do Estado do Paraná, onde pintou sobre um pedaço de tábua bruta, usando uma faca de prata de mesa e graxa de sapato misturada com tinta guache, o quadro intitulava se Fulo, que foi comprado na ocasião.
Teve aulas de Gravura em metal com o professor Fernando Rogério Senna Calderari.
Fez o projeto da Escolinha de Artes do Colégio Divina Providência, montou o Departamento de Cultura na cidade de Colombo e decorou as calçadas desta mesma cidade.
Criou um grupo de teatro de bonecos.
Concurso e Festival de Danças Juninas.
Como Figurinista, suas criações levam o Bloco de Colombo à categoria de Escola de samba, classificando a em primeiro lugar.
Coreógrafa, elabora os cenários para o Teatro Dado que fica em primeiro lugar no Festival com a peça de Cecília Meirelles. “O Auto do Menino Atrasado.”
Aluna de Friedrich Arndt de Hamburgo Alemanha, grande Mestre Mundial de títeres, de Cláudio Corrêa e Castro e de Nicete Bruno, e do professor Maranhão.
Trabalhou na peça "Quem Casa Quer Casa" no Guaira, onde Turim foi o diretor, e durante uma apresentação, Procópio Ferreira agraciou como melhor ator o professor Maranhão com q uem Paula Schmidlin contrasenava.
Fez parte da peça “Tia Mame” na Companhia Dulcina de Moraes.
Escreveu textos infantis para teatro de bonecos, contos e poesias. Obteve premiação em dois contos e numa poesia. Ilustrou um livro de poesias para a espanhola Maruja Livonius. O notavel Freyslesben falou muito bem de suas pinturas, bem como a crítica e professora de Arte Adalice Araújo, Bini, lvan Serpa, Guido Viaro, este último convida-a para ser sua assistente, mas vem a falecer no dia seguinte.
É solitária na sua arte. A maioria dos artistas querem agradar e nem sempre criam o que sentem. Ela vive e revive os dramas sociais, suas hipocrisias, injustiças, preconceitos. Há criptesia no emprego das cores que parecem representar dor, alegria, sem precisar de contornos. Os desenhos vieram da mesma forma, do seu interior e após um delírio febril, onde na cama ainda, traçou com bico de pena e nanquim, figuras num misto de expressionismo e surrealismo. Justifica o gosto pelo figurativo, porque a figura transmite e expressa sentimentos, já não é o caso da natureza morta. É contra este conformismo da arte que se rende aos critérios comerciais ou a combinar com o sofá da sala, explora aspectos dramáticos regionais ou populares ou épicos. Aprecia muito pintar mural. No lixão de Cachimba, buscou a realidade brasileira, não se importando com o odor nauseabundo, nem com o suor dos catadores, com os bêbados, os famintos, nada a assusta, mas comove e nos leva a ver o povo, ela não quer discriminação na arte. Por que esta temática não provoca espanto na música? Decerto a imagem é mais forte e a superstição também. Baudelaire e Augusto dos Anjos são rapidamente lembrados nas telas e têm uma grande influência sobre elas. "Augusto dos Anjos nacionalizou a carniça que ficou sendo mais os despojos de pau de arara brasileiro" Na página 55 da obra de Baudelaire: "Flores do Mal" e que Paula Schmidlin faz "A Cadela do Lixão. "A TV a Cabo através de Sidney Oliveira, convida-a para pintar duas telas à óleo durante um programa de Cultura, onde a artista escolhe como tema um armazém e o lixão de Cachimba.
A concepção da sensualidade e expressividades de gestos e o exótico figurino das "Meninas" e os frequentadores de bares e bailes, também repassa para telas e murais.
Coibida de estudar no tempo da Ditadura Militar no entando conseguiu expor na Biblioteca Pública do Estado do Paraná, junto com Ennio Marques e Nelson Padrella.
Contrastam duas obras sobre a Segunda Guerra Mundial. A convite do Secretário Sada de S. José dos Pinhais, pintou "A Tomada de Monte Castelo", para a Sala dos Pracinhas no Museu da cidade de S. José dos Pinhais, ressaltando a bravura brasileira, também possui em acervo do Museu do Expedicionário de Curitiba, a tela Os Camuflados. No acervo da Secretaria da Cultura de S. José doou a tela Pe. Veiga.
Na Prefeitura de Curitiba esta o quadro à oleo “As Proletárias”: que recebeu O Premio “De Aquisição do Governo do Estado Paraná”.
Usando faca de prata ou pincel, bisnaga, sua técnica e estilo são inconfundíveis.
Nada falso quando retrata nosso tropeiros, pois é sustentada por uma vasta bibliografia.
Quer desta forma, montar uma verdadeira enciclopédia histórica ilustrada para preencher lacunas vazias nas pinacotecas sobre a história do tropeirismo.
Graças à Curadorias, Secretarias, Governo, que mostrem interesse ou Produtoras inteligentes e cultas, nossa história brasileira pode ser contada e exposta para outros países e gerações que aí estão.
E uma dostoiewskiniana quando mostra no desenho o vigor forte realçado num braço, numa pata de um animal, ou quando com as tintas, usa cores vivas no sombrio. Seus cachorros aparecem pintados ou desenhados e são apocalípticos.
E uma expressionista contemporânea, deformando, mas não a realidade. O emprego da bisnaga já não lhe é suficiente, as facadas são mais espessas e rápidas.
Suas pesquisas vão ate a sucata, formando instalações. Parecem variações de outros trabalhos seus.
Novamente, sem medo, destila pássaros, urubus, gralhas azuis, que mudam constantemente ao movimentarem-se pendurados como móbile. A sua arte sempre sugerida, forma contornos nas sombras que projetam e aumentam ou diminuem de tamanho subitamente.
E uma contemplação do relativo em espaço, movimento, projeção e arte. Do nada faz muito, com técnica simples, quer mais expressar. As formas não se limitam, são leves e insinuam em nossa memória que as reconhecem.